15 de fevereiro de 2016


Vivo emotiva...enquanto tu descansas no teu mundo racional. 
Luto e reclamo pelo que defendo não ser justo. Tu pedes-me para entender que não serei capaz de mudar o mundo.
O agora nunca é suficiente para mim e vivo na permanente ansiedade de calcular o amanhã. Tu esperas e acontece. E aceitas o que vier.
Exigo o mais porque o meio não me preenche. Tu vives acreditando que o cheio pode encher.
Valorizo os pormenores que tu desvalorizas.

Encanto-te pela simplicidade com que me distingo?... e tu encantas-me por não sei o quê.
As minhas certezas também são dúvidas. E tu tomas por absoluto uma certeza que nunca chegou a essa posição.
Espero demais dos outros e surpreendentemente desiludo-me. Tu esperas tudo, só de ti e manténs as expectativas no zero.
A minha transparência denuncia-me.
O teu olhar distante, também.
Somos o oposto um do outro e, mesmo assim, não tenho vontade de encontrar o meu igual.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Fica em segredo, entre nós.