19 de outubro de 2015




Tu pensas que me conheces porque sabes que não te esqueço. E porque não te esqueço, olho-te e procuro-te. Procuro-te com um desejo do meu tamanho para te encontrar e a fazer umas fisgas do tamanho do mundo para te voltar a perder. Porque tu pensas que me conheces e por isso agarraste à ideia de que eu não vou. Ai vou, vou sem voltar, mesmo que tenha uma vontade do tamanho do universo para regressar. Porque enquanto não te esqueço, não me esqueço. Do quanto guardo as pessoas e as memórias. Tão fundas para que eu não seja capaz de apanhá-las. Não as quero, não nas minhas mãos. Até hoje, serviram de moldura das saudades que não são saudades de voltar a ter, mas saudades de rever. E porque te revejo, vezes sem fim e em todos os dias em que alguém me pareces tu, tu pensas que me conheces...porque acreditas na ideia vincada de que não te esqueço. E enganaste. Porque eu esqueço-te. A ti. 
Não me esqueço é de mim...e a tua sorte é que tu sabes...o resto.

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