23 de outubro de 2015


O silêncio faz muito barulho.
Mais que mil portas a bater.
E corta mais, muito mais
Do que um vidro espetado na pele.
Como se o coração doesse,
Mesmo sem doer.
Ou como se te faltasse a voz,
Mesmo sem faltar.
Porque queres gritar
Mas com medo, não gritas.
E prendes a voz, quando não deves.
E agarras as palavras e as esmagas
Contra a vontade de ir, sem voltar.
Quando sabes que voltas,
Porque o silêncio também dói.
E mói.
Muito mais do que as palavras 
Que quase te cortam a respiração,
Mas que também te devolvem vida.
Só por saberes que ele está ali,
Mesmo sem estar ao teu lado.
O silêncio faz muito barulho.
Então descansa
E sem pensar,
Grita!

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