10 de outubro de 2015




Não é o tempo que nos separa. São os caminhos que não se encontram. As palavras que são ditas em silêncio. Os abraços frios quando a noite é gelada. Não é o tempo que nos separa e não é o relógio que nos atrasa. São os momentos mal marcados que fazem de nós pessoas distantes. A memória de ti que guardei em mim, transformou-se e não foi o tempo que a levou. Foste tu. De malas aviadas, pronto e disponível para ir ao encontro do amor. Deixaste-me nas mãos um tempo meio morto meio vivo e obrigaste-me a escolher o que fazer com ele. Desculpa. Fechei os olhos e atirei-o ao fundo. Fazendo força contra o tempo que te trouxe mais devagar do que aquilo que te levou e, vendando os olhos para não ver, forcei-me a não sentir. Que foste igual ao relogio que acelarou as horas. Que igualaste a tua personalidade às estações que antes passavam por nós e agora somos nós que passamos por elas. Eu...que sou tão preenchida pelo tempo em que o meu coração era o teu espaço preferido. Eu...que agora só sei pensar naquilo que não quero acreditar: não é o tempo que nos separa. Somos nós quem trata disso.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Fica em segredo, entre nós.