21 de outubro de 2015

You deserve a love like this....:

Eu sei que não é fácil. Fechares o livro sem vontade, quando leste um monte de vezes a história que mais te fazia sorrir. Eu não sei a fórmula ou se existe alguma, que te dê a força que não tens para queimares o livro e não te focares nas memórias. Não é fácil olhar para uma folha em branco sem saberes o que escrever ou ignorares tudo aquilo que querias dizer mas não podes, porque não faz mais sentido. E apetece-te rasgar a folha, ou cortá-la aos pedaços, exatamente com a mesma violência com que ele fechou a porta de casa, sem se preocupar com toda a desarrumação, e partiu. Eu sei que não é fácil, mas sei que tu és capaz. De juntar as letras e formares palavras e das palavras fazeres nascer um sentido, aquele que tu precisas dar à tua vida. E, sem te lembrares de que a folha estava em branco que mais parecia um preto focado, vais escrever sem pensar, o início daquilo que queres que comece. E se não sabes por onde começar, começa por ti. Pelos calos de tanto andares sem saber para onde. Pela insistência de insistir sem saber em quê. Pelas derrotas que foram vitórias mal notadas. Pela letra da música que te esqueceste por não teres vontade de cantar. Pela coragem que te pareceu fraqueza por amares. Por ti. Porque sem saberes, tu eras o início que te pareceu o fim. Eras o arco-íris que se encobriu na tempestade. Tu eras...e tu és...a folha em branco que estava tão pintada sem veres, enquanto ele pincelava promessas que antes de ditas, já estavam quebradas. E tu, inteira mas sentindo-te fragmentada, deixaste de acreditar no quão bom eras, antes de ser dele. Não te esqueças. É o que te peço: nunca mais. Em nenhuma altura! Mesmo que em momentos os dias te dêem vontade de o procurar e sintas que és tão baixa como o caráter dele. Porque o que sempre tiveste a mais, ele teve a menos e por isso quis roubar-te... Todo o brilho. Porque deixa-me dizer-te: a escuridão da alma dele, era tudo o que mais lhe assombrava.

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