1 de abril de 2015


Eu pensei que o problema era eu, que o erro era meu e que o teu Amor era único. Eu pensei, durante todo este tempo. Que eu não era suficiente e que tu eras mais do que isso, para mim. Eu pensei não fazer nada certo. Eu pensei não puder comparar-me a ti, a ti que davas tudo, sempre que podias e a ti que mentias, quando insistias em ser verdade tudo isto. Não era. Hoje eu sei. Mas durante todo este tempo eu tentei sempre, até quando não era fácil, encontrar um motivo real para a tua desculpa inventada. Eu era o motivo: a exigente, a que não dá valor, a que não entende, a que não tenta entender, a que chateia em vez de apoiar. Hoje eu sei, que sempre me culpaste e que eu sempre recebi, de braços abertos, a culpa. Por te amar. Tu sabes... Por te querer tanto. Por ti e por mim. Por tentar ficar contigo, sempre bem, sempre feliz, sempre a acreditar que somos bons juntos. Não somos. Tu és bom sem mim. Eu não sou boa sem ti. Tu não recuavas, tu aguentavas, tu não lutavas, tu continuavas. Eu lutei, sempre. Sempre que te via a avançar para longe de mim, eu ia, não deixava que fosses. Não, não se trata de quem vence o Orgulho, trata-se de quem não quer perder o Amor. Eu não queria, mas tu não te importavas. Hoje estou cansada. Cansei-me por te amar e cansei-me de te amar. E, mesmo cansada, continuo a não ter coragem para ir, mesmo sem ter vontade de ficar. Porque acredito - ainda e porque o Amor nada deixa ver - que és a mesma pessoa comigo e para mim e que nada mudou e que isto é só mais uma fase - das mil e quinhentas em que me cortaste o coração e foste dormir descansado -. Não achas injusto? Injusto eu te dar tanto e sentir isto...isto feio que sinto, quando te dou o mais bonito que posso ter? Injusto... sentir-me presa e baralhada, mesmo tendo a certeza - porque mo provaste vezes suficientes - de que vais continuar a caminhar, mesmo que eu me desvie do teu caminho? Estou inundada com a tua presença e afundada na tua falta de amor. No fim de tudo, eu pensei que suportaria lutar por ti, incessantemente, até descobrires que tenho algum valor para ti. Mas estou cansada. Desculpa, estou cansada. Cansada de sonhar sozinha, mas sem forças para te deixar.

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