1 de abril de 2015


Eu não posso falar com ninguém sobre ti. Não é que eu não queira. Não é que eu não precise. Mas... ninguém te vê como eu te vejo. Em ti vêm o espelho intacto que se parte tantas vezes para cima de mim. Eu sou fraca. No que diz respeito a ti, sou. Eu não sei falar. Eu não sei o que fazer para tu me entenderes. Eu não sei lidar contigo. Com a tua frieza. Com o teu afastamento. Com a tua falta de palavras. Com a tua falta de atenção. Com a tua falta de tempo. Com o teu esquecimento. Com a falta de ti, na minha vida. Eu não estou habituada a isto. Tu não me habituaste a isto. Eu estou cansada mas estou fraca. Eu juro... se eu tivesse a coragem para ir embora, eu ia! Agora. Sem olhar. Sem pensar. Só para passar... Porque tu culpas-me de tudo e eu sinto-me constantemente mal... Tu fazes com que veja os defeitos todos em mim: eu é que não sou boa o suficiente para ti, eu é que não mereço ter-te, eu, eu, eu... Eu que não valho a pena. Eu que tenho de mudar. Eu que tenho de calar e chorar. Sem veres. Sem saberes. Sem sentires. Deste-me tanto Amor tão rápido que agora não sobra nada... Deste-me tanto Amor tão rápido que agora, mesmo que tente abrir os olhos e ver a ilusão que tudo foi, não vejo nada. Está tudo tão turvo. Escuro e feio. Está tudo tão cheio de ti com qualidades e tão vazio de mim com todos os defeitos. Eu é que sou tão dramática mas depois de tudo o que sinto acho que só vejo a realidade que me tentas tapar. Fazes-me tão mal sem ter noção.

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