6 de março de 2015


Quero-lhe ligar. Para lhe dizer tudo... o que não devo. Que tenho saudades dele, do Amor que ele me transmitia, da segurança que me devolvia, do abraço apertado e esmagador, das gargalhadas, do tentar olhá-lo sem rir, dele. Quero-lhe ligar, mesmo sabendo que ele desligou o coração dele do meu. Mesmo sabendo que não lhe apetece atender-me, nem ouvir a mensagem que eu possa decidir deixar-lhe. Mas eu continuo com a vontade de lhe querer ligar, aliada à esperança de que ele sinta o mesmo. Não sente. Eu sei que sei, mas também sei que não sei. E a vontade que tenho em tê-lo comigo e para mim só dura enquanto me lembro do quanto ele foi bom somente quando eu era feliz. Vou deixar de ser injusta: ele foi bom, maioritariamente, nos momentos em que existia Sol, no meu Mundo e é por isso que eu tenho de trancar a vontade de lhe ligar e de o querer. Quero-lhe ligar. Hoje eu quero. E, se ele voltar a dizer-me que quer ir embora, eu não vou dizer para ele ir. Não vás. E vou chorar a ausência dele e abraçar o rapaz que também me deu um Mundo, quando quis. Quero-lhe ligar... E insisto sistematicamente no erro: ele não quer receber a minha chamada.

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