3 de março de 2015



Não sei o que é suposto sentir, ou pensar. Não sei como é suposto descobrir a força que se perdeu. Não hoje, nem ontem. Todos os dias. Todos os dias em que eu sorri sem querer. Todos os dias em que acordei sem vontade. Todos os dias em que neguei a saudade de não esta
res aqui. Todos os dias em que arranjei um motivo para ir e viver. Todos os dias em que me senti vazia sem ninguém saber. Todos os dias tão meus que mais ninguém pode sonhar. Porque eu estou cansada... Tão cansada quanto vazia, sem ver ou sem querer ver o que está lá fora. O que está? Nada, porque não estás lá tu. E, sem saber, sem dizer... acho que ainda faço luto de ti. Porque foi a tua partida que transformou tudo, tudo em mim, tudo na minha vida, tudo no meu futuro. E, sem querer, sou egoista porque já foste à tanto tempo e eu ainda penso em ti - como ninguém sente, como ninguém sabe. Não sei como me levantar quando a minha vontade é só atirar-me e afundar-me e adormecer. Não sei como falar porque nem sei por onde começar, porque nunca ninguém me ouviu. As pessoas não ouvem as pessoas. As pessoas não olham para a vida das pessoas. As pessoas têm um coração barulhento e apagado. E, sempre que o tempo passa e a manhã chega, eu continuo a perguntar-me o porquê de estar aqui...sozinha, sem ninguém e com tanta gente, sem ti. Se nada disto no fim vai resultar.

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