9 de março de 2015

 

Eu sei que não vamos ficar para sempre assim. Eu sei que vamos ter que falar, algum dia, por alguma razão. Eu sei que nenhum dos dois vai evitar-se porque ficou tanto para dizer ou não, não sei. Eu também sei que quero ir, mas sei que devo ficar. E travo o querer, o coração e a emoção e limito-me ao que é, racionalmente, suposto fazer. Eu podia ir, como fui tantas vezes. Eu podia ir, mesmo sabendo que, mais uma vez, ele não quer saber. Eu podia... mas depois penso no quanto seria burra se fosse e fico... e limito-me ao meu silêncio, como sempre. Mesmo esperando que ele entenda o quanto o silêncio na minha cabeça é barulhento. Eu acho que deviamos ter uma conversa, eu sei, só que eu ainda não estou preparada para o ouvir dizer que vai embora e, apesar de todo este silêncio magoar, a consciência de saber que ele está a ir e ouvir essas palavras da boca dele, magoaria mil vezes mais. E por isso eu prefiro não saber... se ele quer ficar, se ele quer ir embora, se ele quer falar comigo, se ele sente a minha falta antes de dormir, se tem saudades minhas, de me ver, de me abraçar... Só que agora não estou preparada. Ainda o amo. E acho que vou amar durante muito mais tempo.

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