10 de dezembro de 2014

quero-te... não




Uns dias quero-te. Outros dias quero é que vás embora. Quero-te, porque pareces gostar de mim. Não te quero, porque pareces não gostar. Uns dias quero-te... para me contares histórias, para rirmos, para tirarmos fotos, para te confiar os meus segredos, para ir passear... Outros dias não te quero a ti, quero-me a mim - à minha paz que de vez enquanto me roubas, à minha felicidade quando reparo que não depende só de ti, às minhas palavras que tentas calar.
Quero-me a mim, sem te ter. 
Quero-me a mim, sem te procurar. 
Quero-me a mim, por inteira. 
Quero-me a mim sozinha, mas realizada.
Quero-me a mim porque o Mundo comigo também tem sabor. Quero-me a mim, para continuar a ter a certeza que existo para além de ti.

E, quando os dias ficarem cinzentos e chatos... quando o Inverno bater à porta e eu tiver frio... quando eu quiser ir ao Mac Donald's e chatear alguém com todos os meus dramas e mais alguns... nesse dia que serão outros dias, eu quero-te. Quero-te a partir do momento em que me quiseres também.
E, quando o Verão voltar e o sol me aquecer. Quando eu tiver boas notas mesmo sem estares aqui. Quando eu não conseguir adormecer e não precisar de te ligar. Quando eu for tratar dos meus assuntos sozinha. Quando eu for passear, chorar, sorrir e tudo sem ti... nesse dia... eu vou mandar-te embora. E não é por querer ou não que fiques. É por nesse dia me teres mostrado que não queres estar aqui. Não sempre. E o sempre não é uma escolha - é um dever.

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