21 de junho de 2014


Sou tudo e nada. Posso ser nada se despertares em mim zero. Posso ser tudo se me mostrares que o mundo ainda pode ser belo. A humanidade está nas pessoas que colocam a dignidade como arma para derrubar os fracos porque fortes são os que caiem e se levantam com um sorriso maior do que aquilo que tinham. O banal não faz parte do que procuro e o dinheiro não compra aquilo que temos dentro de nós. O passado deixou me na bagagem dores que jamais passarão, mas o presente só me lembra, a todo o momento, que somos exactamente aquilo que escolhemos ser.

Uma vez escrevi isto. Hoje, continuo a achar exatamente o mesmo. Acho que nunca me perderei. O que fui, o que sou. O que me trouxe aqui. O que perdi, o que ganhei. O que me fez ser como sou, todos os dias. A bagagem pode até parecer cheia, mas arranjarei sempre espaço para os valores que guardo dentro de mim. Espaço para o amor e para a recordação. Espaço para a vida, que teima, sempre mais, que eu não goste dela.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Fica em segredo, entre nós.