12 de julho de 2013


Eras inocente. Eras transparente. Mudaste, ou revelaste-te? Tinhas bons valores e consciência e decidiste, por motivos que não sei compreender, abandonar a mala tão carregada de coisas boas. Eras o mar calmo e mudaste a tua posição, como se fosse mais divertido ser qualquer tempestade que assusta. Sabias ser real e, com orgulho na boca e pedra no coração, soubeste contornar o destino que eu não previ. E, imagina... não sou eu, és tu e ainda continuo a pensar que poderias estar a caminhar num chão liso, sem amargura. Que poderias trocar a falsidade por felicidade natural de todos os dias. Que pintaste a vida na cor que antes menos gostavas. Não é por não querer o teu bem, é por doer ao sentir que poderia ter estado lá e deixei de estar, porque escolheste, porque abandonaste, porque trancaste a porta e perdeste as chaves, porque a inocência não vive na adolescência, porque palavras não passavam daquilo que desejavas gritar, porque o mundo que querias não era o mais correto. Era o mais perigoso. Parabéns, tu falhaste.

4 comentários:

  1. adorei o texto :$

    ás vezes ( e infelizmente ) as pessoas fazem as escolhas erradas, mas cabe-nos a nos abrir-lhes os olhos, e se não o conseguirmos? Fizémos o melhor que podiamos e é a isso que nos temos que agarrar :)

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  2. adorei, e concordo com o comentário da Sarafaela!
    r: obrigada (:

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  3. é tão mau quando alguém nos falha...

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  4. Gosto muito da maneira como escreves e tambem do teu blog em geral

    Segui (:
    MM

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