2 de agosto de 2011

tu... e agora, quem?


Tenho sede de ti. Tenho mais sede ainda da tua presença nas noites que me tornavam tão vazia. Tenho sede da magia com que mudavas o céu cinzento para um belo céu azul. Ninguém mais reparava no que era tão vísivel: tu fazias-me feliz, tu conhecias-me enquanto eu ainda me procurava. Tu ouvias-me, até quando o meu Ser teimava o silêncio. Tu protegias-me, quando a dor me tentava derrubar, vezes sem fim. E agora... meu pequeno anjo... onde estás tu, para me salvar desta noite tão cheia de ti e tão vazia de mim? Onde estás tu... meu pequeno anjo... para me fazeres sorrir a olhar para o céu? Onde estás agora, para eu me sentir feliz? Não cheguei a conhecer-me e tu não guardaste as cartas para eu me lembrar de mim. Não voltei a ouvir-me, a não ser o grito sufocante do meu coração. Desisti de me procurar.
Meu pequeno anjo... onde estavas tu, quando deixei de existir? Preciso de encontrar uma sede diferente - a de não sentir a tua falta, mas parece que é inexistente.

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