8 de abril de 2011

Vou...

Vai embora... vai, mesmo não querendo.
Ela vai partir, disse-me. Mesmo que sufoque, mesmo que esfole a alma que vai brilhando.
Vai embora... vai, mesmo que não aguente a dor, mesmo que sonhe ficar. Vai, porque este não é o seu lugar.
Ela vai partir. Vai porque está cansada, porque precisa do silêncio da noite e da calma do mar. Vai, porque não sabe quem é, não sabe o que sente. Ela é alguém, mesmo sem saber...
Vai e talvez não volte, ou volte. Ela não sabe. Ela deixou de saber o que quer que seja, o que quer que fosse, só pelo único e simples motivo: ele comprou o bilhete de ida e prometeu não voltar.

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