22 de abril de 2011

Meu amor.


Não, não me cairam lágrimas por te dizer adeus, nem por ler as tuas palavras que sempre foram a minha segurança. Não, não me cairam lágrimas, nem tão pouco o meu coração gritou ao saber que irias embora, que eu iria embora e que jamais nos voltariamos a encontrar. Não, não vou esmagar a minha alma, nem desistir do meu coração. Já o fiz, noutros tempos quando me deixaste no fundo do meu próprio desespero, quando a tua força era o meu fracasso, eu fi-lo - matei-me por ti, mataste-me, apoderaste-te de mim e eu sendo fraca, era tua, balançava em ti, perdia-me em ti e sentia-me no estado de loucura. Era louca, sentia-me louca por te amar tanto e não te ter. Sentia-me fraca por tudo o que não sabia ser sem ti, senti-me nada, por teres sido capaz de me deixar.
Não. Hoje é diferente. Hoje eu não choro, faço das tuas lágrimas a minha casa de segurança e não me sinto egoísta nem má pessoa, porque noutros tempos, a minha dor era-te indiferente quando eu me encontrava a desesperar. Hoje, eu desejo-te o melhor, mas não do meu lado e não comigo. Não posso dar-te aquilo que já me tiraste. Não posso mostrar-te aquilo que sempre te tentei mostrar e tu não vias. Não posso ter-te, não posso amar-te, porque o nosso amor perdeu-se no tempo que não foi vivido. Nosso, não. O meu. Perdi-o com a dor que ainda hoje não foi ultrapassada. Deixei-o ir porque as noites sem ti eram avalassadoras. Perdi-o, lancei-o ao tempo, às tempestades que fazias o meu coração ser sujeito e agora não o encontres, não mo devolvas. Rejeito-o, como já me rejeitaste. Mato-o, como já me mataste.
Desculpa por ser desta forma tão fria que te digo o que o meu coração sempre te quis gritar. Desculpa se só agora entendeste o quanto gostei de ti e o quanto agora não consigo gostar. Desculpa por não ter conseguido que ficasses, quando mais te queria do meu lado. Obrigada por esta tentativa de amor nunca esquecido. Obrigada por teres voltado e por teres mudado,  obrigada, mas já não sei sentir o que sentia. Era natural, eras mágico e eu era a tua princesa. Hoje, a princesa cansou-se, a magia foi roubada por algo que ela desconhece. O príncipe foi, mas voltou e a princesa, que amava sem fim, hoje percebeu que «complicado é morrer por amor e continuar a viver dele».
Com amor, a que sempre te amará,
02-03-2009, até sempre.
 

1 comentário:

  1. é tão duro dizer adeus a quem amamos... :/
    está lindo, como sempre.

    miminho :*

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