8 de março de 2011

- qual felicidade?

Falam-me de felicidade, de muita felicidade, assim como um bolo de chocolate com cobertura excessiva do mesmo, assim como quem tem tudo e nada mais deseja, conseguem entender-me? Falam-me como se fosse demasiado fácil para se querer tanto, como se fosse uma meta fácil, muito fácil de atingir. Como que fechar um livro ou virar a página; como se encontrar a felicidade fosse tão ou mais fácil que sorrir, que é algo espontâneo e a meu ver, uma das melhores qualidades do Ser Humano. Falam-me de felicidade, como se fosse eu mesma que a mandasse embora sempre que ela quer ficar, ou como se fosse sempre eu que acabava por partir abandonando a felicidade. Repetem-me essa palavra até que a minha alma se esfole, até que eu morra para esta vida, até que o meu coração se renda à solidão. Repetem-me essa palavra até que me falhe a voz e as lágrimas se tornem o eu mais visível, até que eu perca o sentido que tanto me custou a encontrar; até que o meu caminho chegue ao fim, sem ter por onde seguir; até que o fim se torne o meu caminho e para lá do fim o que existe? Um nada, sendo um completo vazio, logo já é alguma coisa, certo? Dizem-me que sim.
Falam-me da felicidade como se eu tivesse a obrigação de a possuír, o problema dos outros (os não-Humanos!) é não terem o dom de sentir, o dom de ouvir um coração a sufocar. Têm a crueldade de nada ser e isso torna-os algo fútil e eu não quero ser ou pertencer a esse padrão. Eu tenho o coração frágil para me fazerem sentir ainda mais fraca. Eu tenho uma esperança viva, enquanto os outros têm uma esperança morta e isso fâ-los morrer, morrer perante o desespero que nem tentam ultrapassar. Eu não quero ser a escuridão, eu não me quero perder, eu quero encontrar-me. Eu quero viver nas nuvens, quero voar, mas tendo sempre os pés na Terra. Eu quero ser diferente e não igual. Eu quero ser Humana e não um fantoche. Deixa-me ser Humana, deixa-me chorar e não me traves as lágrimas. Deixa-me cair, mas nunca me largues a mão. Deixa-me ser-(me) e ser-(te)... Tu és-(me) e eu sou-(te).
homem da minha vida, és a força invencível: a minha. obrigada.

14 comentários:

  1. obrigada e obrigada pela força!
    gostei *

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  2. uau, mas que comentário mais fofinho. agradeço-te imensamente :)



    «Eu tenho uma esperança viva, enquanto os outros têm uma esperança morta e isso fâ-los morrer, morrer perante o desespero que nem tentam ultrapassar. » Esta parte está magnífica.

    Adorei todo o textinho. A mim às vezes também me faz confusão a palavra felicidade proferida por algumas bocas alheias. Bocas que não lutaram para a conseguir e, se calhar, ainda têm menos do que pensam e eu que luto tanto deixo-a escapar pelos nós dos dedos -.-'

    Bem, está mesmo muito lindo o texto, é o que tenho a dizer *

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  3. Ai eu sei :)
    Mas o mau abafa o bom :(

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  4. Ai martinha :/ eu sei mas é incontrolavel
    Euu add esse mail :'$

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  5. Oh mas agradeço $:
    Fico feliz que tenhas gostado, querida *

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  6. Bem há um post que eu fiz em Junho (dia 13) que te explica. Talvez de uma maneira sucinta mas é isso *

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  7. Está lindo, lindo, lindo!
    E bem, às vezes penso que se a felicidade fosse um bem fácil de se possuir, não tinha assim tanto encanto!
    beijinho*

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  8. :) Painel - Estatisticas
    Lé o proximo post e vais prceber o meu drama :)

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  9. ñ gosto pq nunca me escreves um texto p mim feiosa.

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  10. Ai tao querida , mas tu escreves melhor querida :)! Eu adicionei o teu mail :)
    Aceita-me e eu explico te como funciona xDDD :)

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  11. ohh *-*
    disseste tudo agora, é mesmo isso querida :')

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