4 de fevereiro de 2011

- trapos Humanos.

«Vive-te, protege-te, ama-te, sê-(te)!»
Sou um trapo, nada mais. Uma mente gasta, um coração quase apagado e uma alma com demasiada vontade de viver. 
Mas alguém sabe de um medicamento que não me faça sentir o coração? Ou então, que me faça ser invisível neste pedaço de Terra? (Não posso chamar-lhe de outro nome, quando esta coisa, a que chamam de Mundo ou Vida, tem o poder de destruír mentes até chegarmos ao desespero.)
Acho que até a mim já provoco lágrimas, já estou infectada, louca, doente, mas ainda não me tiraram o coração!
Acho que até já crio a minha própria dor, o meu vazio, a minha escuridão.
E quando já não me é possível transformar as lágrimas de Seres Humanos, (falo bem, Seres Humanos Puros!) em força acumulada, sinto-me pequena. Inútil. Oh, como eu gostava de ser grande e conseguir produzir felicidade excessiva. Queria tanto poder mostrar-vos um Mundo diferente do qual estão habituados. Queria, queria tanto...
Mas enquanto alguém não sei ser, guardo-vos no meu coração, na casa onde tenho mais orgulho de viver e aconchego-vos, a todas as horas. Caío com vocês e levanto-me, porque sei que fariam o mesmo por mim.
Quem sabe, não serão vocês, minhas almas puras, a minha salvação.

(As noites são melhores com as tuas chamadas, d.)

3 comentários:

Fica em segredo, entre nós.