15 de dezembro de 2010

- tal e qual.

«Tu vences-te e eu sucumbo. Mas doravante, tu também estás morto... morto para o Mundo, para o Céu e para a Esperança! Em mim tu existias... e vês na minha morte, vês por esta imagem que é a tua, como te assassinaste radicalmente a ti próprio!»

Tal e qual. Eu caio, desfaleço, morro. Para a vida que me vence, para a noite que me devora, para os dias que me abafam, para as caminhos que se perdem e encontro-me em todo o lado, sem saber para onde ir. Permaneço no desalento, não subo, fico intacta, sou vencida. Há uma força maior que me move, mas mesmo assim, envolvo-me por algo infortúnio. Eu já tentei, tentei ser protegida pela vida, mas ela sempre insiste em inimizar-me. Não sou corrupta, não assumo culpas não merecidas, porque ela é que me rouba, que me arranca a felicidade assegurando-se que eu sentirei o meu coração vazio. Ela é que realça o meu desgaste - e deixem-me salientar que ela me eleva e deixa cair. Uma, duas, três vezes... - por isso é que afirma ser capaz de tal grandiosidade.
Rebenta a minha alma, fecho-me. Volto a reabrir-me, mas nunca da mesma maneira.
Quer fazer-se notável e consegue - que força avalassadora e que medo de ser inferior.
Mas um dia volta, acaba sempre por voltar. Espere eu o tempo que esperar. Noites e dias com um coração apertado, com umas lágrimas que não acabam e uma esperança, que com o tempo, se faz notar.
Volta o meu pensamento coerente, a nova maneira viva de saber existir. Descobrem-se inúmeras fórmulas para derrotar uma alma secreta que sufocava sem saber.

Tenho um coração sujeito a horríveis actos e sofrimentos desvastadores, mas nestes tempos, não tenho uma esperança nula - que alívio!
Pórem, o meu progresso para a felicidade será sempre demasiado difícil, e perderei sempre metade de mim no percurso quase infinito a que sempre sou sujeita.
E em todas as vezes em que a escuridão me tentar absorver, vou lançar todas as minhas fraquezas pela janela mais baixa da minha casa a que chamo: coração e tentarei ser o suficientemente forte para encontrar a luz no meio de uma eulouquecida escuridão.

- Não é verdade quando dizem que nada se dá na vida, porque absolutamente e com toda a certeza, tu, devolveste-me o coração puro. Pedro!



5 comentários:

  1. não tens que pedir desculpa, invade sempre que quiseres.
    obrigado pelo comentário.
    gostei bastante deste teu cantinho, *

    ResponderEliminar
  2. parece que ele já chegou a essa conclusão, já estava a ver a minha vida a andar pra trás. :x

    ameeei, este texto !

    ResponderEliminar
  3. É nessa escuridão que por vezes perdemos a noção do nosso caminho. Quando julgamos estar bem, mais fortes e com o passado cada vez mais para trás há sempre um momento em que a luz se apaga e caimos nas nossas próprias armadilhas. Percebo bastante bem o teu texto e como te sentes. E tal como tu acredito que há corações puros.

    E obrigada pelo teu comentário. Gostei de verdade de o ler, de ver que há assim pessoas como tu. <3
    Também tu precisas de força, quero-te bem *

    ResponderEliminar
  4. acredita que não sabem mesmo. irritam-me tantoo!

    ResponderEliminar

Fica em segredo, entre nós.