14 de julho de 2010

- ter-(te).

Sinto-me com a alma cansada, sinto-me abalada pelo que sobrevivo. Sinto medo do futuro que é incerto e sinto-me vazia nas noites em que as lágrimas tomam conta de mim. Tenho medo, não do que estou a passar, mas sim do que virá. Sinto-me fraca, mas com um coração cheio de amor. Sinto-me, quero ser livre de dor.
E o mundo até podia desabar nas minhas mãos, as estradas poderiam não ter sentido algum, o céu poderia ficar rodeado de nuvens, o sol podia fechar-se para a vida, porque ter-te comigo, é ter o melhor do mundo, ter-te comigo, é percorrer as estradas mais certas, ter-te comigo, torna o céu azul, limpo, puro. Ter-te comigo tráz o sol que por vezes se esconde e o sentido que ninguém conhece, só nós.
Saber que estás para mim no meio de tanta confusão, de tanta dor, de tantas lágrimas dá-me certezas de que ainda estou bem, bem por te ter.
Saber que estás para mim, depois de todo este tempo e sentir a força que me dás, só me faz ver que realmente és tu, o meu de sempre, meu.
Obrigada por estares presente, por estares perto quando mais preciso de ti. Obrigada pelas palavras que me confortam a alma, pelo amor indestrutível que me entregas, dia após dia. Obrigada por sentires as minhas lágrimas, por te envolveres tanto neste sentimento quanto eu. Obrigada por não te cansares de mim, por não me largares a mão quando os caminhos se apertam.
Se algum dia não estiveres, eu lembrar-me-ei de todos os momentos que me deste, de toda a força, de toda a esperança real e não deixarei de acreditar que voltarás. Se um dia os nossos caminhos tomarem novos rumos, rumos diferentes, eu vou entrelaçar-te ao meu coração, mais do que já estás, para seres meu e eu tua, eternamente.
Não te amo, é mais que isso.

1 comentário:

Fica em segredo, entre nós.