14 de julho de 2010

- desisto.

Sinto-me a rastejar pelo chão, sim rastejar, mas só porque ainda me puxam à força toda. Não tenho motivos de vida, pensei que tinha, mas os sorrisos eram transparentes e a força acabou por ser devorada.
A dor voltou, as lágrimas não secam, não têm fim. Sinto-me na obrigação de sobreviver, obrigação porque me obrigam a isto. Eu sinto-me sem vida, sinto-me vazia de esperança, mas preenchida de lágrimas. Sinto-me destruída, é a palavra certa - destruída.
Perdi-me no meio de mim mesma e é certo que preferia a dor física do que um coração desesperado. Não tenho caminho algum, o medo paralisa-me. Desisto de mim, desisto de tudo o que até agora acreditei. Desisto, porque já desisti da vida, a fraqueza irá vencer-me sempre. Tenho a alma demasiado carregada de dor.  É assim que me sinto, no meio do nada, parada em relação ao mundo. O meu coração está bloqueado. Tirem-me a vida, já levaram tudo o que era meu. As lágrimas são o meu hábito e passaram a meu refugio também. Se já levaram o sossego das palavras que acalmavam o meu coração, dêm-me uma paz que não existe, algo que me protega, em momentos de desespero. Sinto-me inutil. Preciso excessivamente de um lugar meu, mágico, mas meu. Preciso de mim, de me ter.
Se ficar longe, se não voltar, é porque não pertenço a este lugar.
Preciso de silêncio, silenciar a alma.

4 comentários:

  1. Está tão lindo ;x
    Nisso concordo contigo, se algo não terminou de vez é porque ainda não chegou o seu fim definitivo, mas... e quando esse fim é adiado vezes e vezes sem conta? e se esse fim não existe mesmo? porque na verdade nós nunca esquecemos nada verdadeiramente !

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  2. - um dia tudo isso irá passar e irás sorrir de felicidade, pensa assim. (:

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