19 de maio de 2010

- 19.

Quando digo que sinto a tua falta, não me refiro a sentir saudades tuas, porque ter saudades é desejar ao pé de mim algo que não tenho e a verdade é que eu não quero ter-te, nem quero que me tenhas, quero apenas (re)construír o coração despedaçado que me deixas-te nas mãos, quero ter paz nos sentimentos que ainda nutro por ti, aquela paz que mais ninguém soube dar, só tu.
Hoje, não é paz que me consegues dar, porque as lágrimas envolvem o coração que juntas-te ao meu.
Hoje, a paz que peço (não a ti, ao tempo) é uma paz diferente, sem amor, sem dor.
O teu silêncio, destrói menos a minha alma, apenas porque quando vens me lanças as palavras mais cruéis e essas palavras dão cabo de mim e da força que eu teimo em não deixar ir embora.
Dar-te atenção algum dia, seria como deixar em pedaços o coração que vou cuidando, aos poucos.
cinco meses, que nem recordas.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Fica em segredo, entre nós.