27 de março de 2010

- poder do coração.

«Quando se é fraco, ama-se no silêncio.»
A alma está pequena. O ser sobrevive da pouco força que tem. O mar trouxe as recordações de quem foste, mas o coração sentiu quem és agora. Dás-me amor e sabes aquecer-me os pedacinhos de coração que soubes-te espalhar ao vento, mas agora, sou eu que tenho medo do que és e do que me fazes sentir. E a ti, peço-te desculpa pelas vezes que falhei, porque ainda sinto que significas mais do que aquilo que te mostro. Desculpa pelas palavras que mantive presas ao coração, pelo sentimento que nunca conseguia esconder e pela dor que teima em assombrar o nosso mundo.
- Tu já deste tudo de ti, nunca te podes arrepender disso.
Sempre foi assim. As noites tinham outro encanto, enquanto o amor que me davas se entranhava nas partes vazias do coração destruído. O tudo de mim que te dei, não me héi-de arrepender, soubes-te guardar-me, soubes-te ter-me e amar-te, sempre foi um orgulho.
Se hoje, o céu não é azul, se as tempestades não avancam, se a dor permanece, eu sou o erro, mas aquele que não passa.
Não, hoje, não vou esconder-me.
Hoje, vou sentir-me, porque até o teu perfume está no meu corpo.
Hoje, sou a tua, como tu hoje, foste o meu.

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Fica em segredo, entre nós.