31 de março de 2010

- destrói.



Tens estado ausente do nosso mundo, do ser que te pertence e da vida que vais deixando passar. Tens estado a correr contra o tempo e a tentar avançar sem me levar contigo. O silêncio, o que me atormentava as horas vazias da minha existência, tem se tornado na melhor melodia do amor que me dás. Deixas-me a alma cansada com as lágrimas que fazes escorrer, deixas-me fraca por mudares tanto e eu não sei lutar contra as tempestades que permanecem no nosso mundo, não sei viver quando me largas a mão por momentos, não sei sorrir quando sinto que não estás comigo, não sei amar quando de algum jeito amo sozinha, não sei ser sem ti, não sei, desculpaAndo com o coração cada vez mais fraco, as palavras não preenchem a dor das noites vazias e eu desespero sabendo que quando voltares, não serás o mesmo. Terás outro coração, outra alma. Não serás o que amo, mas serás o outro, o outro dos tempos em que me provocavas dor. Mas sabes, hoje aprendi que o meu maior erro sempre foi esperar de ti, aquilo que nunca me darás, sofrendo com amor a tua ausência e não mandar embora a esperança que me leva a ti.
Destróis-me quando não largas esse orgulho que me lança medo do que és.
amo-te e dói-me por não o sentires.

2 comentários:

  1. Está lindo, Marta (:
    Concordo contigo: se acabou é porque não dava mais.

    ResponderEliminar

Fica em segredo, entre nós.