9 de fevereiro de 2010

- um dia, será tarde demais para te amar.


Hoje, as forças acabaram-se, as lágrimas soltaram-se e foram elas que tomaram conta de mim. Hoje, o chão abriu-se, o céu destruiu-se e a vontade desapareceu. Hoje, desgastei a alma com o silêncio, devorei o coração com a mágoa e deixei o desespero vencer-me. Não me importei, vivo demais a tua ausência. Vivo demais de ti, mesmo sabendo que não estás.
Hoje, não parei de sentir, mas a luz não existiu. O caminho, percorri-o com uma alma despedaçada, um coração perdido no meio do nada e uma esperança que já faz tempo de partir. Hoje, não quis ouvir a multidão, não quis sorrir, quis sentir o que me dás, a dor que me provocas e as lágrimas que não fazes desaparecer. Mas hoje, não sentirás as minhas palavras, não ouvirás os meus gritos, não saberás viver e tudo porque eu não vou aquecer o teu coração como todos os dias o tenho feito. E eu desconheço o que do teu ser é feito. Desconheço a tua maneira de viver e a razão que tens em ser assim. Desconheço quem te fez mudar, desconheço essa força que consegue passar por cima de tudo. Desconheço-(te).
«Sim amor, sim.»
Eu conhecia-te, sentia-te em cada parte do meu corpo, em cada pedaço do meu coração eu sabia o que me querias mostrar. E esse «sim» era um «sim» porque sim, um «sim» que não querias, mas um «sim» que me dizias para eu perceber que algo estava errado.
Eras o meu, o que sempre conheci e quem sempre irei recordar com o maior e verdadeiro sentimento mágico. Quem me dera conseguir perceber-te, hoje, que fazes a vida não valer a pena, que me lanças dor e só dor até eu ficar sem a mínima força, que vens e vais, levando sempre tudo contigo. E mesmo hoje não sendo nada, mesmo hoje não tendo caminho certo e só ter uma vida desajeitada, sei amar-te.
Hoje, quero voar. Hoje, quero sentir-(me).
Posso não ter medo?

«Amas demais, para ele sentir. Sentes demais para ele perceber o quanto foca no teu coração. Queres demasiado o que não tens, o que não volta. Ele não sente e só há-de sentir um dia, quando pegares em ti e nesse coração que teima em ficar e correres, sem voltares.»
Hoje, não vou ser como tu, ouvirei sempre a voz do coração.

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