1 de fevereiro de 2010

- só hoje.




Hoje o sol brilha, mas tu, mais do que ele, iluminas o meu coração. Hoje, não tenho medo do caminho que me fazes percorrer sem ti, não tenho medo do vento que lanças em minha direcção, não tenho medo de ti e mais do que isso, não tenho medo do que sinto. Hoje, podes tentar tirar-te de mim, porque as estrelas estão a desgastar-se e a força que tento ganhar, perde-se nas tuas palavras. Hoje, hei-de suportar a dor da tua ausência, hei-de chamar por ti, em silêncio. Hei-de sufocar o teu coração com os meus gritos de desespero mas só ele irá ouvir (ele, não tu). Hei-de limpar cada lágrima que me cobre a alma, hei-de ser eu, quem sou agora, quem obrigas-te a sobreviver. Hoje, vou trancar-te no ser que deixas-te sem ti, para que não possas ver o que causam os teus passos curtos, a vaguer por ruas estranhas. É certo que encontrarás a tua forma de viver, que saberás ser «tu» sem o «eu» mas até lá e cada vez mais, perco-me dentro de ti. De ti e do amor que sempre me deste, mas ele partiu e à vinte dias que não me aquece a alma, que não lhe dá sossego, nem paz. Hoje, vou dizer que não te quero, que não quero sentir, nem quero ser assim, por não estares para mim. E vendo bem, aconteceu rápido, perder-te foi quase instantâneo, não reagi, não soube ser quem merecias contigo, mas agora, também não o sei ser sem ti. 
«Dói, mas tu agora és esta, a Marta que ele deixou, a Marta que ele soube ter, mas que não quis guardar.» 
Deixa-me caminhar, mas não me encontres. Deixa-me permanecer na esperança até que ela se acabe por completo. Deixa-me não saber sentir-te, mas deixa-me saber amar-te como ninguém sabe. Deixa-me voar no mundo que ainda é teu, deixa-me cair, uma, duas, três vezes, até que eu entenda que as asas ficaram no lado de lá do muro que me separa de ti. Deixa-me ser-(me) e não me completes; não me faças habituar-me à tua presença, quando passado trezentos e trinta e cinco dias, eu sei que te perdi. O céu permanece limpo e o pôr-do-sol está à vista da janela do meu quarto que vai para além daquela praia do sonho. Eu sei, tu sabes, apenas nós. 
Quem ama perdoa, não é assim?

O mar tráz, mas também leva tudo.


4 comentários:

  1. Quem ama perdoa.
    Quem ama espera.
    Quem ama desespera.
    Quem ama não desiste :)

    Força** Beijinho*

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  2. pois não, por vezes e só ficção.
    por vezes os nossos mar de rosas, sao um mar de dor, terrendo.

    amor dizes-me a musica do teu blog?

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  3. obrigada minha querida.
    so tens de ir ao google e por templates, e fazes sacas um que gostes e depois vais a "esquema" no blog, editar html, e esta la esolher um ficheiro, e carregas aquele que sacas.te amor.

    mas internet explica la melhor :$

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  4. Obrigada pelas palavras (: Realmente, nada acontece por acaso. E não será por acaso que, passados quase dois anos, voltamos a estar juntos.

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Fica em segredo, entre nós.