8 de fevereiro de 2010

- fraqueza.

                                                   

Antes, quando tudo era belo, quando viviamos juntos no nosso mundo, eu não tinha medo, eu conseguia ser forte. Antes, quando os pássaros cantavam em sintonia com o nosso amor e quando o mar lançava as ondas a meu favor, eu sentia-(me) a ser a tua. Antes, quando a tua ausência não era invadida por lágrimas e o teu coração tomava conta de mim, eu era feliz. Antes, quando o mundo era nosso e tu eras meu, eu conseguia ser alguém, conseguia voar nos teus braços e dizer-te coisas que nunca imaginei. 
(O príncipe ganhou em tudo e a princesa perdeu, perdeu tudo o que tinha.)
Hoje, são as memórias do amor que me deste, do sonho que me fizes-te viver e da felicidade que me tiras-te, que ainda sobrevivo com a pouca esperança que me resta. As noites são frias e a alma permanece vazia, com uma grande dor e uma grande vontade de viver.
(Vens fazer-me viver. Vens, não vens? Um dia.)
A multidão passa e o silêncio faz de mim o que não quero ser. O brilho do teu olhar já não passa na minha janela, a tua voz, o meu coração não ouve. O teu «amo-te» evaporou-se do meu ser e a estrada tornou-se difícil, desde o dia em que decidis-te caminhar sem mim, deixando bem firme as marcas de não te ter. E é verdade, não te tenho, mas também não (me) tenho. Partis-te e eu sinto-me completamente sozinha no mundo que eu pensava conhecer, mas que no entanto é o mundo desconhecido. É diíficil, é estranho, não estás, não é o nosso. Tenho a alma cansada da dor da tua perda. Tenho uma vida cheia do nada e umas lágrimas que permanecem nas noites em que o meu coração chama por ti e tu não ouves.
«Deixa-o, deixa o teu coração gritar por ele. Se ele não responder, o teu coração mais tarde ou mais cedo vai ficar sem voz.» - obrigada.
Parei no tempo e nada tenho. Deêm-me paz, deêm-me um motivo de sobrevivência, deêm!
(Sufoca-me a alma mais uma vez. Deixaste-me no poço mais fundo.)
Um sorriso? O teu.
Uma força? A que me davas quando me abraçavas.
Uma razão? A mesma de à onze meses atráz.

- Desliga tu primeiro.
- Não, tu.
- Então, tu dizes que me amas, eu digo que te amo, tu não respondes e eu desligo, sim amor?
- Sim, amor.
EU AMO-TE DE VERDADE E PARA SEMPRE.
- EU AMO-TE PARA SEMPRE, JURO.
- EU AMO-TEEE(E).
- Não era para responderes, amor!
- Mas eu não quero ficar sem ti, amor.
- EU AMO-TE TANTO.

Ainda consigo imaginar o teu sorriso e a felicidade que transbordavas à tua volta, sempre que a nossa felicidade existia e nos fazia feliz, mais do que sabiamos.
traidora; puta; vai-te foder; não mereçes nada.

Não entendes o que eu sinto, nem nunca entenderás.

5 comentários:

  1. Bem sei que não.
    Entendo-te perfeitamente. Sentimo-nos perdidas.

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  2. amo-te. és a melhor prima do mundo. sabes que estou à tua espera, sempre para te abraçar e dizer que és a minha pequenina linda, sempre !

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  3. fantástico amor. :'
    terás sempre a minha força para tudo. @

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Fica em segredo, entre nós.