24 de fevereiro de 2010

- carta de amor.


Tenho a dizer-te, meu amor, que mar levou com ele o que ainda me fazia pensar em ti. Esse mar, que noutros tempos me trazia felicidade, deixou-me na alma o sossego da tua ausência. O vento, não está a teu favor e as tempestades que ainda possam estar a percorrer o meu coração, a força e dedicação que os meus me têm dado, tem servido para acalmar. As tempestades que me deixas-te, com a intenção de as comandares todas as noites, quando a Lua não rodopia na minha janela, o brilho da esperança que eu continha comigo.
A chuva, que noutros tempos se entrelaçava com a dor das minhas lágrimas, deixou de conseguir tirar-me a força dos sorrisos e a partir de agora, e por tempo ilimitado, será assim. O meu caminho (e o que está certo)  não me levará a ti. Os passos que darei, héi-de certificar-me que não deixo as marcas da minha existência, para que tu não possas, algum dia, seguir rumos diferentes até chegares a mim.
Sabes do que estou cansada? Das estrelas que fazes brilhar nas noites mais escuras. Da magia que ainda transmites ao meu coração, mesmo que já não sintas o mesmo. E eu gostava tanto.. Gostava de poder vencer ao tempo e alterar os ponteiros do relógio, talvez se o fizesse, a esta hora ainda teria tempo para voltar atrás e conseguisse ser melhor. Queria poder correr contra o mar e chegar à lua, talvez assim a minha vida fosse um sonho, daqueles que já vivi.
Eu não te tenho, mas sei que já te tive. Amei-te, e sei que valeu a pena.
« 15, 3, 19, 26. »
(quinzedeagostodedoismilenove.)
(trêsdeoutubrodedoismilenove.)
 












(dezanovededezembrodedoismilenove.)





  



(E mesmo que o teu coração não sinta, vivemos os dois.)
A verdade, é que sempre me ouvis-te no silêncio que eu temia. Sempre me deste motivos para viver do teu lado e era isso que mantinha o nosso mundo tão unido ao nosso amor. Mas mudas-te. Mudas-te para um ser que eu desconheço, que eu não sinto. O teu coração, que antes guardava um tesouro, hoje, já não tem a mesma batida do meu. Não bate da mesma forma de quando me abraçavas, de quando me sentias a ser a tua. O teu sorriso, que antes transmitia toda a felicidade para o meu coração, hoje, deixou de ser o meu, o que me pertençe. Agora, já não sabes sorrir como eu te ensinei, como sorriamos juntos. O som da tua voz, que antes soava a melhor e a mais bela melodia para a minha alma, hoje, deixou de ter a magia de fazer voar o sentimento.
«Doi e vai doer-(me) até os pedaços se voltarem a juntar. Até não te ter dentro de mim.»
Mas agora, podias até estar no caminho mais escuro. Podias estar nos maiores pesadelos e na maior dor. Podias ter medo de tudo e querer-me só a mim, que o meu coração, de tão magoado estar não se importa de te deixar no poço mais fundo, só para conseguir ir até onde nunca me levas-te. Agora, que já guardo toda a dor e todo o sentimento num cantinho do meu coração, tenho a dizer-te que a casa onde moras-te durante os teus longos e felizes onze meses, está fechada. Não voltarás a viver no mesmo mundo do que eu. Não saberás nada de mim e nem uma palavra te darei. 
 - Lembras-te de quando me viste pela primeira vez, junto ao oito gigante?
Afinal, não sou a tua alma-gémea, nem o amor da tua vida..
Até sempre.
(e que o sempre não exista.)

1 comentário:

  1. Não dá para resopnder no " Formspring. " Aparece que dá um erro. :""""

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