25 de janeiro de 2010

E antes fosses só tu a atormentar o meu coração, antes fosses só tu que libertasses o orgulho que guardas em ti, fosses só tu. Deixas-me perdida, não sei se pense se não pense, se fique, se parte, se lute ou se ainda acredite na falsa esperança. E hoje, sonhei contigo, meu amor e é por isso que digo que me atormentas mesmo não querendo, que te amo e que permaneces em mim porque a alma pede e o coração chora a tua ausência. 

 
«Eu vivo-te.»
«Eu..eu..eu..eu..eu..»
«Eu respiro-te.»
«Eu amo-te.»
 (Não percebes, eu sei que não, não foi real, não passou de um sonho.) 
Antes o pôr-do-sol que vejo da janela do meu quarto não me fazia sentir saudades, hoje, olho para ele e tenho as memórias daquela praia em que fui feliz (noutros tempos). A mim o tempo já me sufoca, a dor começou a fazer parte do meu ser, aquele ser a que obrigas a viver sem ti. Sim, obrigas.Tenho muita vontade de te perguntar se ainda guardas a carta com o mesmo sorriso de quando a recebes-te, se ainda guardas as minhas fotos com amor dentro de ti, se ainda olhas para a moldura e dizes «Amo-te Marta», se as pulseiras para ti ainda têm significado e se o mesmo sentimento, o eterno, ainda permanece em ti. Tenho vontade, muita vontade, mas prefiro ficar no meu silêncio, como tu ficas no teu e guardar a vontade que não passa de um «nada».O que escreves-te no meu diário (e eu sei que recordas) prende-me à história de um nós que eu senti. O coração e a pulseira que ainda tenho comigo, fazem-me achar que ainda te tenho. Os lenços e a palhinha trazem-me as lágrimas, do que foste e já não és. E eu não percebo as linhas curvas que projectas no meu caminho, não percebo os sinais que lanças da tua cabeça e não do teu coração,  mas entendo, que estás melhor sem mim e aceito (qual é a outra opção?). Ás vezes sinto-me aliviada quando ficas no teu silêncio e fico aliviada porque sei que ainda lês o meu coração, mesmo que penses que isto não é verdade. Lembro-me da simplicidade dos nossos segredos, lembro-me com pura saudade, toda a intimidade que tinhamos um com o outro e sei, que irá ser difícil teres a mesma com outra pessoa e aí sinto-me bem, porque sei que não falhei em tudo. Fiz-te feliz, fizeste-me feliz, fomos, mas não somos. Dói, ainda te pertenco, mas não, não me pertences. A noite voltou, mas sabes pp sei que te levo para onde vou, sei que estás no mais profundo do meu ser, estás «infiltrado» e tu sabes o quanto marcas-te o meu coração, demasiado. Tenho o coração mole, vazio, como o deixas-te e tu nem sequer me dás força para o conseguir fazê-lo sentir-se bem, só um bocadinho, no meio deste amor, desta dor, desta alma, desta certeza: amar-te com o coração; amar-te por teres sido.
Mais vale ter amado e perdido, do que nunca ter amado.


3 comentários:

  1. sou eu mesma quem escreve a história, e muita coisa ainda se vai passar :) obrigada por seguires

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  2. obrigada mesmo, a tua opinião conta imenso.
    já agora, também gostei do teu texto , continua :)

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  3. Infelizmente! Mas há-de acabar, e desta vez, para sempre. Espero!

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