15 de janeiro de 2010

15, é nosso.



E hoje acordei de uma forma diferente. Eu tremia, só de pensar que à cinco meses atrás eu estava prestes a abraçar-te, pela primeira vez. Eu chorava, por saber que te tinha perdido. O meu corpo está cansado. Eu estou cansada, mas a alma insiste em tentar descongelar essa camada de gelo que crias-te à volta desse teu (meu) coração para teres força de seguir em frente, sem olhares para o sofrimento que estás a causar em cada segundo que passa.
Eu desisti, mas não é por ter desistido que deixo de pensar em ti. Eu tento, não consigo.O «eu» que sou é formado do teu «eu», talvez seja por isso.
E hoje, podes tentar enganar o teu coração, podes dizer-lhe para não sentir nada porque eu não mereço, mas eu sei, que o amor que nos uniu, não vai deixar que enganes o teu coração por muito tempo. Podes mostrar-me que és forte e até o seres, mas se fosses tudo sem mim, porque teriamos passado tanto tempo juntos, com tantos segredos, com tanto apoio?
E por mais que queiras, espero que não te esqueças do que passamos no dia quinzedeagostodedoismilenove, espero que não te esqueças de como estavamos, porque nos iamos sentir, não te esqueças do primeiro abraço e de quando eu te dei a mão. Da coca-cola, do banco, de quando eu estava a jogar na tua psp e tu me estavas a segurar no cabelo, daquela igreja, de tudo. (Eu sei que te lembras do que passamos, tal como eu e podes dizer tudo o que quiseres, porque eu hei-de sempre chamar-lhe AMOR VERDADEIRO.)
Eu grito pelo teu nome, mas hoje, por mais que oiças, vais fingir que eu não estou, que eu deixei de sentir. Vais sempre dizer que fui um erro, quando tu realmente sabes que fomos felizes.
«Ninguém aprende, sem errar, mesmo que seja mais do que uma vez.»
Uma aula de português, da qual eu não estava atenta, mas que me despertou a atenção desde que o teu nome suou no meu ouvido com uma frase que me fez lembrar o quanto "má" consegui ser na tua vida. E como tu me fizes-te acreditar no para sempre e agora partis-te, não existe eternidade, existem simples dias.
Mas não faz mal, hei-de lembrar-me sempre de ti, eu sinto-o.
«Não tens hipótesses.»
O meu coração pede o teu amor, mas eu já falhei demasiado.
 E dói-me cada vez mais, ao saber que não te importas, mesmo sabendo, que eu preciso de ti. :'
«Ninguém sabe o que é o amor, só nós sabemos.»

1 comentário:

Fica em segredo, entre nós.